sábado, 27 de abril de 2013

Autobiografia


Nasci,
Tive um nome,
que me foi dado Por uma mulher, a minha mãe.
Nos braços de um homem adormeci,
era meu pai, mas não sabia…
vim a descobrir aos 3 anos de idade,
se bem me lembro ia sentada nos seus ombros
todas as manhãs
até que chegássemos ao infantário…
aos 7 conheci a infância, fomos melhores amigas,
mas com o tempo perdemos contacto…
foi assim que tive o meu primeiro amor, a saudade
foi o meu primeiro amor…
Na adolescência,
fiz-me alegre diante dos meus amigos
muda diante a tristeza do meu lar…
era rechonchuda, embora jogasse bastante à bola
e praticasse todo o tipo de desporto…
fui livre enquanto pude, corria, saltava, brincava
e imaginava…
o meu mundo era o melhor mundo,
mas por vezes acordava e o que via ao meu redor
fazia-me chorar…
chorava sozinha, era mais fácil…
de pessoas enchi a minha vida
que corria sem se cansar…
À medida que o tempo passava
enchia-me de memorias,
as marcas deixadas por elas
não desapareceram…
Aos 17 saímos de casa,
eu, a minha mãe e os meus irmãos…
o meu pai? Ficou com a sua amada,
“pinga” era o seu nome e tirou-lhe tudo, menos a vida…
No ridículo da vida perdi o meu pai,
se é que o tive algum dia…
Fui muita coisa, ou melhor, quis ser,
Atleta, medica, modelo, artista, atriz,
piloto de avião, musico, poeta, escritora…
De todos,
consegui ser feliz,
mesmo em meia mágoa, tristeza e dor…
A minha cor é toda,
a minha pátria nenhuma,
o meu espirito livre…
a minha autobiografia,
talvez esta….

A. Luz

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