quinta-feira, 25 de abril de 2013

Jogam-se os cravos...


Jogam-se os cravos como sinal
de desistência,
a liberdade nunca esteve
tão longe.
Ouve-se o povo cantar,
mas a voz cansada já não ecoa…
Pode ser o fim ou o início
de uma nova luta,
o povo que escuta
não morre, vive.
As espingardas estão enferrujadas,
é tempo de plantar,
é tempo de arear a terra,
é tempo de, juntos,
 cantarmos a liberdade.
Dêem-me verdade,
a água está prestes a secar,
já sinto a garganta coçar,
tragam a guilhotina
pode ser que seja feita justiça…
é içada a bandeira de cores
do cravo que guardei…
Felizmente há luar,
Felizmente há luar neste lugar


A. Luz

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