sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O sol que assola ao meio dia



É meio-dia, o sol arde sobre as nossas cabeças
o céu em tons de azul e branco perde o encanto
Canto ardentemente
Ao meio dia perde-se a gente, perde-se a vontade,
mata-se a vaidade
gotas de sangue e suor caem ao meu redor
canto, canto e canto
mas nem todos os males espanto
O sol que assola ao meio dia aterroriza e agonia
aquecendo a gente fria.

A. Luz

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cântico de uma escrava


Eu vi uma mulher
que cantava alegremente
Eu vi uma mulher
presa a uma corrente.
Eu vi uma mulher
feliz e contente.
Eu vi uma mulher
que brotara mulher e vivera
sem saber que o era
Eu vi uma mulher
que não se desespera.
Eu vi uma mulher
que sangrava mas não sentia
Eu vi uma mulher que sorria.
Eu vi uma mulher,
ela cantava e não chorava
Eu vi uma mulher…
Cântico de uma escrava

A. Luz

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Lágrimas secas



Lágrimas secas são
as lágrimas da minha alma
que chora como uma criança
sem pai nem mãe.
Sofre por desdém por fazer parte
de um alguém que não se sente ninguém…
O retorno do abandono é o silencio,
a alma não fala geme
geme para que a ousas
como um surdo ouve
aquele que não responde…
Secas lágrimas escorrem pelo
meu rosto
como uma leve brisa suave
numa tarde de Agosto

A. Luz

Apenas um dia


Apenas um dia para cruzar
a fronteira do sonho e realidade
Apenas um dia
 para o bem virar maldade.
Apenas um dia para o medo
tomar conta de mim,
e os sentimentos sangrarem...
Apenas um dia 
para os alicerces se abalarem.
Apenas um dia para os corpos 
entrarem em colisão
Apenas um dia para parar 
de bater o coração...

A. Luz