E quando a realidade golpeia-nos
com os seus punhos,
retirando-nos o tempo da inocência,
do brilho da vida,
e com agressividade faz-nos tombar
e crescer nesse mesmo instante.
E se a infância é o consolo da vida,
que nos adoça com inocência,
brincadeira, despreocupação e
imaginação os dias da nossa
mocidade.
E se a paixão não é exclusiva dos amantes
mas de todos os que se deixam cegar por ela,
seja numa amizade,
relação de cumplicidade,
ou entre dois corpos.
E quando despreocupados
deambulamos por esta vida
até que nos apercebemos
do nosso estado de inercia e
passividade
diante a agressividade das situações.
Quando entendemos que
tudo é vaidade e
nada somos,
que apenas somos
pequenos tijolos
de uma grandiosa construção e
isolados de nada servimos.
E se toda a eternidade
em nós colocada
nos fosse revelada.
E se emudecesse-mos
diante a verdade,
aceitando a mentira com
passividade e conveniência...
A. Luz