Do barco vejo o sol ao nascer do dia,
parto de Lisboa numa manha fria.
Tento aquecer a alma com um liquido quente,
provindo de ervas que um dia
os nosso marinheiros trouxeram das índias...
Avisto gaivotas que sobrevoam
o Tejo em contra mão
e invejo a sua liberdade...
Na verdade não é a sua liberdade que invejo,
mas o facto de poderem sobrevoar esta cidade,
como que um ser privilegiado
que possui capacidade de observar
as belezas deste mundo
de um lugar sublime...
Abstenho-me por minutos de pensamentos
e concedo-me o privilégio
de ser, por momentos,
um ser descomprometido com a consciência...
Parto de Lisboa em um dia frio,
num doce e sublime Novembro.
A. Luz