Sou um estranho neste castelo
de ilusões que construi,
um estranho pelas ruas de Lisboa,
estranho na palavra que magoa.
Sou um estranho no meio
de todas as personagens que criei,
amei..
sou estranho de mim mesmo,
um estranho que anda
por esse mundo de ilusões,
mascaras e confusões.
Quanto mais estranho
mais estranho fico,
porque a estranheza não
está em mim mas
naqueles a quem fito…
continuarei estranho até que
encontre o meu lugar,
não adianta mais o falar.
O que somos se não estranhos
neste mundo…
A. Luz