domingo, 24 de novembro de 2013

primeira sensação de liberdade...

Lembro-me de uma borboleta que voava livremente,
lembro-me da primeira sensação de liberdade como gente.
Assim que atei a correia dos sapatos,
que escrevi o meu nome,
que cai da bicicleta quando não tinha apoios,
que dormi pela primeira vez com a luz apagada,
que fiz o primeiro amigo,
que gostei de alguém,
que fui primeira namorada,
Lembro-me de quando roubei palavras
para expressar o que sentia,
lembro-me hoje da primeira poesia,
da sensação
e do bem que me fazia…

A. Luz

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Porque nos tornamos tão de repente...

Quando tudo se escapa por entre os dedos,
quando a noite é um instante parado no tempo,
ouço o latido do cão, 
é verão e as crianças brincam na rua até tarde.
ouço vozes e ruídos,
zumbidos e o silêncio do vento.
Não me quero perder e ser 
um projecto falhado.
O que esperam de mim se nem eu
já espero algo...
Agonizante o momento da duvida e incapacidade,
o medo torna-me um ser cobarde.
Se os erros não são erros 
mas o que nos torna o que somos realmente,
porque nos tornamos tão de repente...

A. Luz