quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Porque nos tornamos tão de repente...

Quando tudo se escapa por entre os dedos,
quando a noite é um instante parado no tempo,
ouço o latido do cão, 
é verão e as crianças brincam na rua até tarde.
ouço vozes e ruídos,
zumbidos e o silêncio do vento.
Não me quero perder e ser 
um projecto falhado.
O que esperam de mim se nem eu
já espero algo...
Agonizante o momento da duvida e incapacidade,
o medo torna-me um ser cobarde.
Se os erros não são erros 
mas o que nos torna o que somos realmente,
porque nos tornamos tão de repente...

A. Luz


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