Livre o pensamento, o ajuntar palavras
apenas um momento.
Ao som da liberdade
escreve-se a verdade crua
e despida de preconceitos.
As palavras que percorrem o caminho
das linhas, dos espaços brancos
rasgam-se em encantos,
são lidas com espantos,
saboreadas com sabor e dissabor,
lançadas com amor e desamor.
Cuido para que não perca o medo das palavras,
pois com ele vem o respeito
para que não se tornem vagas, ocas,
poucas, sem efeito...
Corro atrás do tempo que não volta,
daquilo que pouco importa,
vejo-me solta e morta,
mergulhada em palavras, encharcada
em sentimentos,
desvairada em momentos...
Vejo-me viva,
nas verdadeiras palavras
por ti criadas,
no encontro entre
duas almas apaixonadas.
Encontro-me e agora vejo,
que tudo o que escrevi
foram palavras que um dia senti.
A. Luz