terça-feira, 24 de julho de 2012

O natural das coisas


Há dias que se me vão as palavras,
que se me embranquece a mente,
como que uma névoa branca
que encobre o real
tornando a fantasia impossível
de ser fantasiada
Nada!
apenas nada..
vazio  que não se preenche
apenas se sente
mas não se vê
Tédio.
O olhar já não consegue
enxergar mais além
apenas o natural das coisas
e ninguém… 

A. Luz

Madrugadas


Espero poder acabar
estas poucas linhas que escrevo.
Ouço lá de fora o que não devo.
As madrugadas são sós,
são momentos  paralisados pelo medo,
de que o amanhã não chegue.
Viver no medo
de nunca ser o suficiente,
de nunca ter sido gente,
de não ter feito nada
seria o mesmo que
não existisse madrugada
e que a noite passasse a ser dia       
de uma só jorrada…

A. Luz

terça-feira, 17 de julho de 2012

Juramento


Jurei enquanto sorria,
jurei até pelo que não queria.
Foram juramentos vãos, vazios
enquanto jurava chorava,
era apenas água
hoje sou pedra e
não me adapto a qualquer lugar
O falar enche-nos de certeza e razão
Enquanto a ilusão 
enche-nos os olhos com fantasias
a realidade fere o sentimento,
ferra as suas garras,
atira as duras palavras,
acerta a ferida,
carne viva.
O juramento que fiz
hoje é vida.

A. Luz