Espero poder acabar
estas poucas linhas que escrevo.
Ouço lá de fora o que não devo.
As madrugadas são sós,
são momentos paralisados
pelo medo,
de que o amanhã não chegue.
Viver no medo
de nunca ser o suficiente,
de nunca ter sido gente,
de não ter feito nada
seria o mesmo que
não existisse madrugada
e que a noite passasse a ser dia
de uma só jorrada…
A. Luz
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