a não ser que nos façamos lembrar.
À medida que o tempo escorre
pelas paredes do infinito,
o Homem procura viver a sua
eternidade o quanto pode.
É inevitável o esquecimento da primeira
palavra dita ou da primeira lágrima.
O ser humano dá provas de que é inevitável
o esquecimento das primeiras coisas,
instantes, sensações pois,
tudo se torna primeiro à medida que
o tempo passa se o primeiro é esquecido
quando permanece demasiado tempo
no tempo sem ser lembrado.
Por vezes acabamos por nos esquecermos
de nós mesmos, não porque queremos
mas por nos deixar-mos.
Quando nos deixamos e vivemos outras vidas,
permanecemos no erro,
mentimos, traímos, julgamos e nos acomodamos,
corroemos o nosso ser,
matamos tudo o que um dia fomos por instantes
e que por várias razões ou circunstâncias
deixámos de ser.
Quando o Homem perde a humanidade
de pouco valem as suas leis.
A. Luz