Somos apegados ao nada realmente
enraizados em terra seca
encostados ao nada que somos
ao tudo que vemos,
ao que queremos e não queremos,
aos laços que criamos
atamos e desatamos.
Somos ramos apenas ramos
que se partem com o vento
que vem com a vida.
Somos o pó vivo,
o nada que se
contenta
em ser nada,
a palavra que sai da boca
da gente louca,
a roupa somente a roupa
apegada a um corpo
a um nada que logo
deixará de existir
e não mais poderá sorrir.
A. Luz
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