Sou palhaço malandro,
tudo me encanta e desencanta.
Um conto de desencantar
é do que vos vou falar…
Mesmo na beleza vi feiura,
mesmo na alegria vi tristeza.
Mesmo na esperança vi desesperança,
mesmo no regozijo vi dor.
Mesmo no amor o desamor
mesmo no encanto vi desencanto…
Há sempre o outro lado da moeda colega…
Do licor do amor embriago-me
esta noite, serena e quente,
céu cheio de estrelas,
mas a dor da minha gente
sinto-a nas veias…
Das altas casas, nos altos bairros
ouço o som do berimbau,
imagino o gingar do negro, branco,
mulato…
A miséria e a dor criaram
o maior tesouro de um povo,
hoje velho, amanhã novo…
quem sabe de onde vem
alegria rodeada de tanta
dor e agonia?
Do trabalho se faz o homem,
homem bom e trabalhador,
pescador de terras quentes,
que vive para contar
tudo me encanta e desencanta.
Um conto de desencantar
é do que vos vou falar…
Mesmo na beleza vi feiura,
mesmo na alegria vi tristeza.
Mesmo na esperança vi desesperança,
mesmo no regozijo vi dor.
Mesmo no amor o desamor
mesmo no encanto vi desencanto…
Há sempre o outro lado da moeda colega…
Do licor do amor embriago-me
esta noite, serena e quente,
céu cheio de estrelas,
mas a dor da minha gente
sinto-a nas veias…
Das altas casas, nos altos bairros
ouço o som do berimbau,
imagino o gingar do negro, branco,
mulato…
A miséria e a dor criaram
o maior tesouro de um povo,
hoje velho, amanhã novo…
quem sabe de onde vem
alegria rodeada de tanta
dor e agonia?
Do trabalho se faz o homem,
homem bom e trabalhador,
pescador de terras quentes,
que vive para contar
as suas histórias
de tristezas e glorias…
Sou palhaço malandro,
não minto, não sambo
mas amo a vida que faz
doer e nos alegra,
enche-nos de esperança
e nos embriaga de dança …
de tristezas e glorias…
Sou palhaço malandro,
não minto, não sambo
mas amo a vida que faz
doer e nos alegra,
enche-nos de esperança
e nos embriaga de dança …
A. Luz
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