quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

As flores do cais...



Enquanto deambulo
pelas estreitas largas ruas de Lisboa,
sinto o cheiro perfumado
das lindas flores que fazem
dela o que é….
Bela e velha cidade,
inspiras canções,
poesia, amores
romances, paixões…
Vista de diferentes formas,
por diferentes olhares,
és os  diferentes lugares,
as diferentes culturas,
as pessoas e não pessoas,
és o porto e o rio,
o velho e o mar,
as calçadas, as estreitas escadarias,
as igrejas e as marias,
o Joaquim e o José,
és o fado e o desfado,
és o olhar vidrado
dos que te enamoram,
és os três amigos sentados
num café brindando a vida,
és a gente dita lisboeta,
és a nata e o pastel,
és belém e além…
És o património dos filhos e futuros pais,
és tão bela quanto as flores do cais…
És a guitarra que te canta,
és o fadista que te chora,
és o antes e o agora…

A. Luz

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