Ouvi o latido do cão
branco,
o ranger dos dentes
brancos
do homem negro,
o grito da mãe que
não pode dar o peito
ao filho,
a criança que não teve
infância.
A morte dos que
não chegaram a ser
e dos que se viram
morrer…
ouvi o grito profundo
do outro lado do
mundo.
O grito de sangue,
o som das correntes
escravas,
o gemido e a lágrima
contida,
a terra ferida,
pisada e massacrada,
o soar das vozes
jamais caladas,
o sangue jorrado
nunca cessado.
Hoje ouvi o cântico
de um povo,
Hoje ouvi
as vozes de África
A. Luz
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