Um olhar esgazeado,
traje esfarrapado
Um corpo quase que inexistente,
um bocado de gente…
Pele negra,
pés descalços,
cabeça rapada…
Tinha um andar débil
de quem não vira pão
nem água,
tão pouco um tostão…
Com o estomago
colado às costas
caminhava à beira da estrada.
A terra batida levantava poeira
que o fazia chorar.
Rezava para que a dor
pudesse passar
e a mãe o viesse buscar…
menino de rua,
um alguém vagabundo
que com olhos de fome
enxergava esta mundo…
A. Luz
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