Querida, Chama-me querida
aos cinquenta anos de idade,
quando já não há beleza
mas maturidade.
Se de facto me amas
os anos da nossa velhice
serão mais meigos que
a nossa meninice.
E nos lembraremos de quando
jovens sonhámos,
rimos, brigámos e
fizemos as pazes.
De quando caímos
e magoados fomos o apoio
um do outro para nos levantarmos.
De quando lavei as tuas feridas
e tu as minhas.
Sempre nos recordaremos
do caminho percorrido,
do castelo e das muralhas
construídas em torno do mesmo,
de cada pedra esculpida,
de cada momento da nossa vida.
Chama-me querida.
A. Luz
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