domingo, 18 de março de 2012

Levadas pelo vento



Vejo, sinto, ouço mas já se foram
as memórias de uma vida passada,
as marcas ainda lá estão,
 no entanto
a velhice já não me deixa enxergar
com clareza e nitidez
estas doces amargas lembranças,
de uma velha criança
que esperava que o tempo
fosse mais longo e brando,
mas não o é.
O tempo esfomeado
 corre ao encontro do novo
que um dia será velho.
As memórias varrem-se
da minha mente,
o vento sopra trazendo-as consigo.
Por breves longos instantes
faz-me recordar o que era antes.
Memórias são memórias.
Levadas pelo vento

A. Luz

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